CINECLUBE UNIVERSITÁRIO - UFFS from Leonardo Santos on Vimeo.
domingo, 14 de agosto de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011

FOOD INC
Você sebe de onde vem a sua comida? Essa é a pergunta central do documentário Food Inc, dirigido por Robert Kenner. Um dos principais problemas apontados pelo documentário está baseado na centralização da produção alimentícia, o controle desde a criação, até o processamento final do produto. É apontado nitidamente o rigor pelo qual os fazendeiros são submetidos para a produção de frangos, gado e suínos. Mostrando pela primeira vez, sem véus o que há muito tempo era escondido dos consumidores, como ocorre o processo de engorda, a administração de hormônios para que no menor prazo de tempo possível os animais estejam gordos e prontos para o abate, não importando o resultado de milhares de aves mortas antes mesmo do abate.
Quanto é que realmente sabemos acerca dos alimentos quer adquirimos para o nosso consumo? O consumo de nossas famílias? O fornecimento de alimentos na atualidade está controlado por uma minoria de indústrias tais como o famoso Mcdonald, a Wall-Mart, (...) que detém um monopólio exagerado de produtos que são impostos para os consumidores como sendo os produtos que devem ser consumidos pelo consumidor, que em virtude da correria do dia-a-dia opta pelo consumo dos fast foods, ou seja, pelas comidas rápidas.
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| Carole Morison, fazendeira do Estado de Maryland. |
Dessa maneira, o filme nos questiona quanto vale a nossa saúde? Quantos acidentes não ocorrem ao longo do processo de produção? O quanto não é prejudicado o trabalhador que além de “trabalhar praticamente de graça” e estar sujeito a contrair qualquer tipo de doença, está submetido a uma empresa que sempre mais exige investimentos e acaba por “amarrar” o agricultor. A fazendeira Carole Morison, do Estado de Maryland, mostrada no documentário, foi à única que autorizou a entrada das câmeras para mostrar frangos morrendo antes de serem postos no mercado, devido, à engorda rápida promovida pelos antibióticos inseridos nas rações. Depois da filmagem, a empresa encerrou o contrato que tinha com ela.
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| Eles podem não ter a melhor aparência, mas são saudáveis. |
Francisco Xavier Buehrmann
Acadêmico do curso de Licenciatura em Filosofia.
Ana Paula Wizniewski
Acadêmico do curso de Licenciatura em Ciências Socias
Ana Paula Wizniewski
Acadêmico do curso de Licenciatura em Ciências Socias
Marcadores:
Documentário,
Produção de alimentos
sábado, 28 de maio de 2011
Piratas do Vale do Silício
Uma das propostas do Cineclube Universitário é participar e apoiar eventos que acontecem dentro da Universidade (UFFS), para assim, abranger a integração entre os cursos. Desse modo, no dia 26 de maio de 2011 exibiu-se o filme Piratas do Vale do Silício do diretor Martyn Burke, seguido de um debate conduzido pelos professores Ronei Arno Mocellin e Marcelo Recktenvald, sendo este evento uma das atividades da Semana Acadêmica do curso de Administração.
O filme relata a história de duas pessoas que batalharam muito em prol do surgimento e desenvolvimento da informática: Bill Gates na Microsoft e Steve Jobs na Aplle. Duas das maiores empresas do ramo da informática, que marcaram uma profunda “disputa”, uma livre concorrência para chegar ao topo do desenvolvimento, atingindo e levando a era dos computadores até pessoas de diferentes níveis. O início das empresas marcou a criação das primeiras fortunas da História Mundial dos computadores.
Bill Gates e Steve Jobs possuíam uma grande visão de negócio e estavam ali naquela época para fazer diferença, fazer história e não apenas para “assistir” o início da sociedade moderna, o início do capitalismo, de quem todos nós hoje somos filhos. Esse processo de desenvolvimento, que de certo modo, ocorre até hoje, afinal sempre há inovações no ramo da informática, passou por várias etapas em que podemos tirar lições de vida tanto dos bons exemplos como dos maus exemplos.
Desse modo, os computadores mudaram as formas de pensar e se comunicar das pessoas, por um lado, auxiliaram, facilitando a vida de milhões em todos os aspectos, entregando comodidade cada vez mais, por outro lado, privaram-as das relações sociais, do convívio pessoal com outras pessoas e aos poucos fomos nos tornando “escravos da tecnologia”, pessoas influenciadas 24 horas pelo sistema tecnológico. Assim, a informática trouxe novos paradigmas, que ajudaram a construir a vida das pessoas e também a destruí-las.
Nesse contexto, em que lugar está inserida a felicidade? Ela é apenas uma perspectiva do sistema capitalista no qual vivemos? Ela está exposta nas coisas materiais? Ou melhor, até que ponto somos felizes dentro de uma sociedade “viciada” em tecnologia?
Ana Paula Wizniewski
Acadêmica de Licenciatura em Ciências Sociais
Francisco Xavier Buehrmann
Acadêmico de Licenciatura em Filosofia
Marcadores:
Tecnologia; Informática
quinta-feira, 26 de maio de 2011
No dia 19 de maio, o Cineclube Universitário esteve participando no Centro de Eventos Plínio Arnildo De Nes, do Circuito Estadual da Mostra de Cinema Infantil, que neste ano comemora o seu décimo aniversário.
Na sequência, reuniram-se no mesmo ambiente os organizadores de diversos pontos de cultura e cineclubistas, para discutir acerca da difusão do cinema infantil em nossa região. Segundo Luiza Lins (produtora de filmes de curta metragem e promotora da Mostra Infantil de Cinema em Florianópolis), hoje existe uma imensa dificuldade de inserção de filmes de curta metragem no meio estudantil principalmente no meio infantil. Isso decorre do fato de que muitas crianças hoje já estão acostumadas com os filmes de Hollywood e da Disney, sendo dessa forma forçadas a um amadurecimento precoce, que abafa toda a fase do ser criança, do brincar, do sonhar.
Toda uma geração de telespectadores infantis dos mais diversos programas sofreu uma brusca intervenção em sua infância. Dessa maneira a criou uma geração de pequenos rapazes vestidos de calça jeans, usando brincos, e pequenas moças usando minissaias, tomara que caia, entre outras coisas. Sabendo que nessa faixa etária a principal preocupação deveria estar voltada ao brincar, sonhar, conhecer, e não o modo da vestimenta.
Luiza Lins completou dizendo que a educação somente acontecerá a partir do momento em que forem oferecidos mais espaços nos quais as crianças possam ser inseridas. Explanou também que ao oferecer os espaços de cultura, de lazer se garantirá muito mais do que a mera diversão, se garantirá segurança, qualidade de vida e uma melhora significativa na educação das crianças que sairão das ruas e passarão a frequentar esses locais. É necessário estimular a criatividade de nossas crianças mostrando a elas que os clássicos literários transformados em cinema são os filmes mais adequados nessa faixa etária e que isso ampliará significativamente o seu nível cultural. Abrace você também essa causa. Semeie cultura e colha educação.FRANCISCO BUEHRMANN
ACADÊMICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM FILOSOFIA.
ANA PAULA WIZNIEWSKI
ACADÊMICA DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS
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cinema infantil,
educação,
professores.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
"Half Nelson"
O Cineclube Universitário nas duas primeiras exibições do ano de 2011, buscou trazer a temática: escola e a relação entre professores e alunos. Exibindo nesse segundo momento o filme norte-americano Half Nelson do diretor Rian Fleck, lançado em 2006. Após o filme, como já de costume, ocorreu o debate relacionando-o com a realidade que muitas escolas atualmente vivenciam, apontando as dificuldades pelas quais hoje os professores passam em relação a convivência e o ensino-aprendizagem dos estudantes do século XXI.
O filme Half Nelson retrata a vida de um professor de História viciado em drogas, de uma escola secundária localizada em uma região pobre. Como professor, Half Nelson não segue o currículo proposto pela instituição, mas tenta da melhor maneira levar o conhecimento aos adolescentes com quem trabalha. A realidade com a qual o professor vive é descoberta por uma de suas alunas e o tempo faz de ambos bons amigos. Uma amizade que foi conservada, apesar do vício do professor, mesmo quando ele deixou de dar aula, afinal, naquele ponto de sua vida a frustração era maior que a força de vontade de entrar em uma escola.
Entre os muitos fatos polêmicos que o filme levanta, colocamos a pergunta inicial: Até que ponto a relação professores-alunos deve ser mantida? Sob esse ponto de interrogação, o filme baseia-se, abrangendo o outro lado da moeda, mostrando um professor que é usuário de drogas em decorrência das constantes frustrações que ele acaba sofrendo no decorrer de sua vida tanto pessoal quanto profissional. Fica dessa maneira evidente o stress pelo qual os professores passam durante o dia em sala de aula e no pouco tempo “vago”que possuem a disposição.
Em suma, o filme tenta desconstruir a ideia que gira em torno da sociedade, na qual o professor deve ser o “certinho” não só dentro da sala, mas também fora dela, de que o professor deve dar “exemplo” em todas as circunstâncias da sua vida, de que “professor não tem problemas”(...). Assim, o filme aponta essa nova dimensão de realidade em que o Half Nelson tenta apresentar uma posição “certa” dentro da sala de aula, contudo, fora dela busca a todo o custo um ponto de fuga para escapar de sua própria vida, encontrando-o somente nas drogas.
Outra questão levantada no debate, é a de como trabalhar dentro de uma sala de aula, respeitando as diferentes realidades em que os alunos se encontram e ao mesmo tempo, atendendo às perspectivas desses, sem ferir a estrutura cultural, econômica, entre outras, que possuem. Outro ponto é como fazer a disciplina lecionada não ser algo massacrante e nem liberal demais, formando não necessariamente “santinhos” e sim pessoas ativas dentro de uma sociedade turbulenta.
Nesse aspecto, o debate acadêmico possibilitou formularmos mais uma interrogação, decorrente da ideia do “para que serve?”, qual a utilidade dessa ou daquela matéria, como se todas as coisas teriam que possuir uma praticidade voltada para algo concreto. Hoje a sociedade universitária e escolar está totalmente voltada para a ideia de que cada pessoa deve aprender apenas aquilo que lhe convém, por exemplo, alguém que cursa Administração jamais será favorável ao estudo voltado para a Filosofia e outros conhecimentos históricos, tendo em vista que o curso tende a estar voltado para trabalhar com “números”. Esse exemplo mostra uma visão preconceituosa perante aos outros que possuem um conhecimento diferente, ou seja, no momento em que perguntamos “para que serve?”, apontamos essa outra dimensão sob um aspecto inferior, colocando o nosso ponto de vista como superior.
Assim, aos acadêmicos dos cursos de licenciaturas e àqueles que pretendem ingressar em algum um dia, resta refletir:
De que maneira sairemos da Universidade?
Estaremos preparados para trabalhar com as mais diferentes realidades que aparecerão dentro de nossa sala de aula?
Como trabalharemos para agradar à todos os alunos, sem deixar nossa vida pessoal influir na escola?
Ana Paula Wizniewski
Acadêmica de Licenciatura em Ciências Sociais
Francisco Xavier Buehrmann
Acadêmico de Licenciatura em Filosofia
terça-feira, 19 de abril de 2011
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